SÁUDE DA MULHER | Exames ginecológicos obrigatórios – marque na sua agenda!

Os exames ginecológicos são uma rotina fundamental para as mulheres de todas as idades. Servem para investigar a possível ocorrência de doenças, como endometriose, HPV, corrimento vaginal ou sangramento fora do período menstrual.

Os exames ginecológicos devem ser realizados com regularidade. Normalmente, recomenda-se que o ginecologista seja consultado pelo menos uma vez por ano, especialmente depois da primeira menstruação.

Os principais exames que deve ter em dia, de acordo com cada fase da mulher:

 


Idade Fértil

  • Papanicolau (2 em 2 anos)

O exame de Papanicolau detecta infecções e lesões pré-malignas no colo do útero – este tipo de tumor está frequentemente associado à infecção pelo HPV. Deve ser feito anualmente a partir do início da vida sexual da mulher. As grávidas devem realizar durante o pré-natal. Alguns fatores de risco são o tabagismo, baixa ingestão de vitaminas, iniciação sexual precoce e uso de contraceptivos orais.

  • Ecografia Endovaginal e Supra-Púbica (anualmente)

Estes são um dos mais importantes e completos exames ginecológicos. Realizado por médicos radiologistas e ginecologistas, estes exames servem para o médico visualizar, com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, sendo utilizado para avaliar a espessura do endométrio; sangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, cancro); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Existem duas vias de abordagem complementares: supra-púbica e endovaginal. Na primeira, a doente deve ter a bexiga bem cheia de modo que a urina nela contida facilite a observação do útero e dos ovários; o exame requer a aplicação de gel no abdómen e a utilização de uma sonda convexa. Na segunda, a doente é posicionada numa marquesa ginecológica ou numa cama com uma almofada sob as nádegas e é introduzida na vagina uma sonda ecográfica, devidamente coberta com um preservativo; é preferível que a bexiga esteja vazia nesta parte da ultrassonografia.

A ecografia tem diversas indicações em Ginecologia, designadamente, a avaliação de doentes com hemorragia genital anormal, dor pélvica aguda ou crónica, dor durante as relações sexuais, infertilidade, perturbações menstruais,… Possibilita ainda a vigilância de algumas patologias como miomas uterinos ou quistos do ovário, em relação aos quais se tenha optado por uma atitude não cirúrgica.


A partir dos 35 anos

  • Ecografia Mamária (anualmente)

Dos mais importantes e conhecidos exames ginecológicos.

É um exame que emprega ondas sonoras impercetíveis ao ouvido humano para geração de imagens da parte interna do corpo.

É importante saber que 10% dos tumores malignos de mama tem relação com herança familiar. Portanto, se tiver casos na família com estes antecedentes, a atenção deve ser maior.

  • Ecografia da Tiroide (anualmente)

A ecografia da glândula tireoide é um exame avalia a estrutura anatômica da glândula. Com este exame podemos avaliar a presença de nódulos e o aspecto geral da glândula, a sua localização, o seu formato e as suas características .

A função da tiroide é produzir e libertar para a circulação sanguínea duas hormonas: a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4 ou tiroxina). Estas hormonas são essenciais para o normal funcionamento do nosso

organismo, nomeadamente através do controlo/velocidade do metabolismo das nossas células. Por esse facto são essenciais no crescimento e desenvolvimento do organismo, regulam a temperatura corporal, a frequência cardíaca e tensão arterial, o funcionamento dos intestinos, o controlo do peso, dos nossos estados de humor, entre outras variadíssimas funções.

  • Análise da Função Tiroidea (T3; T4; TSH)

A actividade da Tiróide é regulada por outras hormonas produzidas pela hipófise e pelo hipotálamo (glândulas localizadas no cérebro) que detectam os níveis sanguíneos das hormonas tiroideias e assim estimulam a glândula tiroideia a segregar mais ou menos hormonas consoante a necessidade. Assim se os níveis de T3 e T4 forem baixos, o hipotálamo “avisa” a hipófise, que liberta a TSH (hormona estimulante da tiróide), a qual irá actuar a nível da tiróide para que esta produza mais hormonas de forma a restabelecer os níveis normais. Pelo contrário, se os níveis de T3 e T4 no sangue forem excessivos, o hipotálamo alerta a hipófise a secretar menos TSH e logo a tiróide irá produzir menos hormonas, isto é um mecanismo controlo de feedback entre o hipotálamo-hipofise-tiroide. É por isso fundamental uma análise da Função Tiroidea, feita através de análise sanguínea.

As doenças da Tiroide são mais frequentes nas mulheres que nos homens, sendo as mais comuns: Bócio (saiba mais aqui), Nódulos, Hipertiroidismo, Hipotiroidismo e Doenças autoimunes.


A partir dos 40 anos

  • Ecografia Abdominal Superior (anualmente)

O melhor exame para detectar qualquer tipo de patologia abdominal. Um exame completo que permite diagnosticar a origem da dor abdominal e o cancro, em especial do fígado, pâncreas, estômago, útero, ovários, metástases (próstata, apendicite, quistos, tumores da vesícula e das vias biliares, obstrução  intestinal, pólipos da bexiga, etc).

  • Análise de Perfil Lipídico (anualmente)

O perfil lipídico é um grupo de testes que são normalmente solicitados em conjunto para determinar o risco de doença cardíaca coronária. Os testes que formam um perfil lipídico têm-se mostrado bons indicadores da possibilidade de ter um ataque cardíaco ou AVC provocados pela obstrução dos vasos sanguíneos.

O perfil lipídico inclui o colesterol total, o colesterol HDL (muitas vezes denominado como “bom” colesterol), o colesterol LDL (muitas vezes denominado como “mau” colesterol) e triglicerídeos. Por vezes a informação inclui valores adicionais calculados, tais como a relação colesterol/colesterol HDL, ou cálculos de risco baseados nos resultados do perfil lipídico, da idade, do sexo e de outros factores de risco.


A partir dos 50 anos

A menopausa é parte natural do envelhecimento, caracterizada pela interrupção dos períodos menstruais. Após a menopausa, a mulher não pode mais engravidar. Ela ocorre normalmente em qualquer momento após os 35 anos de idade, mas é mais comum iniciar entre 40 e 50 anos de idade. Durante os anos férteis, os hormônios FSH (hormônio estimulante dos folículos), LH (hormônio luteinizante), estradiol e progesterona agem em conjunto a cada mês para desenvolver e liberar um óvulo dos ovários e preparar o útero para uma gravidez. Quando a menopausa se aproxima, a produção cíclica de estradiol e de progesterona pelos ovários diminui e se torna irregular.

  • Avaliação Hormonal – FSH; LH; Estrogénio e Progesterona (2 em 2 anos)

Exame que determina se uma paciente está na menopausa.

Quando a mulher atinge a menopausa e os seus ovários param de funcionar, os níveis de FSH aumentam. Níveis baixos de FSH e LH são consistentes com insuficiência ovariana secundária causada por problemas na hipófise ou no hipotálamo.

  • Mamografia (anualmente)

A mamografia serve para detetar um possível cancro da mama e microcalcificações, que eventualmente podem evoluir para tumor maligno.

A mamografia utiliza raios-x disparados sobre o tecido comprimido e consegue detectar um nódulo, por exemplo, mesmo que ele ainda não seja palpável, ou até mesmo microcalcificações que, em distribuição específica, podem indicar indício de neoplasia.

  • Osteodensitometria (2 em 2 anos)

A osteodensitometria é um exame efectuado com recurso a raios-X (baixa dose de radiação) e que permite avaliar a densidade dos ossos.

Este exame utiliza raios-X para medir a quantidade de cálcio e outros minerais ósseos num determinado osso.

A avaliação por osteodensitometria é realizada ao nível do fémur e da coluna lombar. A medição no antebraço (rádio) é apenas reservada para os casos em que a avaliação nas regiões anatómicas anteriores não seja possível ou fiável.

É um dos meios complementares que melhor permite o diagnóstico, avaliação do risco de fractura e controle terapêutico da osteoporose.

Contudo, a osteodensitometria não deve ser encarada como um método de rastreio universal para utilizar em todas as mulheres após a menopausa.


Estes são os exames que deve marcar obrigatoriamente na sua agenda, os exames que deverá realizar ao longo das diferentes fases. Depende de si, a informação está do seu lado agora. Não evite as idas ao ginecologista, afinal de contas, só tem a ganhar. Cuide de si! 

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