Alerta Prevenção: Gastroenterite

A gastroenterite é uma das causas mais comuns de mortalidade em idade pediátrica, em países em desenvolvimento. A maioria das mortes acontece em zonas onde o acesso a água potável é limitado.

A gastroenterite pode ser provocada por vírus, bactérias e parasitas, que podem ser transmitidos pelo ar, pela mão em contato com a boca e por intoxicação alimentar.

A falta de higiene na preparação e manuseamento dos alimentos, bem como a sua refrigeração, reaquecimento ou confeção inadequadas são os principais meios de transmissão. Propaga-se através de comida e água contaminada ou pelo contacto de pessoa para pessoa.

A doença manifesta-se por diarreia líquida, por vezes com sangue. Os vómitos e a febre podem estar ausentes, suceder ou preceder a diarreia; quando presentes, habitualmente terminam em poucas horas após hidratação adequada, e no máximo em 48 horas.

Os sintomas mais comuns da gastroenterite:

  • Diarreia
  • Enjoo
  • Febre
  • Vômitos
  • Dores abdominais
  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Desidratação

Prevenção

  • Lave as mãos várias vezes ao dia, minuciosamente, em especial antes de cozinhar e preparar refeições. Lave-as de novo logo após tocar em carne crua.
  • Os utensílios de cozinha, sobretudo aqueles que estiverem em contacto com carne, peixe e ovos devem ser muito bem limpos e lavados.
  • Lave a roupa suja de diarreia com lixívia com cloro, bem como as superfícies da casa de banho.
  • Use termómetros, para cozinhar os alimentos à temperatura adequada. Existem uns especialmente concebidos para espetar na carne e saber a temperatura no seu interior. A carne de vaca deve cozer acima dos 71ºC, as aves acima dos 82ºC e o peixe a 60ºC, pelo menos.
  • Não use a mesma caixa onde colocou carne ou peixe crus para armazenar alimentos cozinhados, a menos que a tenha convenientemente lavado.
  • Regule o seu frigorífico para os 4ºC e o congelador deve estar, pelo menos, nos -17/-18ºC.
  • A carne ou peixe crus só devem ser conservados no frigorífico por um ou dois dias; depois estarão impróprios para consumo.
  • Não use alimentos fora do prazo, com cheiro ou sabor estranho, cujas embalagens apresentem o topo abaulado (parecem ‘inchadas’) ou estejam amolgadas.
  • Não consuma alimentos com molhos, maionese ou natas que estejam fora do frigorífico há algum tempo. Evite-os em festas e banquetes e sempre que não souber como foram preparados.
  • Não beba água de fontes ou cursos de água não tratada.
  • Opte por alimentos frescos e cozinhados na hora. Evite vegetais crus (saladas, por exemplo); fruta, só depois de bem lavada e descascada; água, só engarrafada ou fervida. Não se esqueça de observar esta regra quando consumir bebidas com gelo ou lavar os dentes.

Fale com o médico, se possível, logo no início dos sintomas, sobretudo no caso de crianças pequenas, idosos e grávidas. Se os vómitos não pararem ao fim de 48 horas, se tiver febre acima dos 40ºC (38,9ºC no caso das crianças), sinais de desidratação, sangue nas fezes ou vómitos, procure o médico de imediato. Os casos mais graves podem necessitar de assistência hospitalar, para que a perda de líquidos e eletrólitos possa ser compensada por via intravenosa.

Fonte: Activia, A Tua Saúde
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